Seleçao in Weggis

A seleçao brasileira em Weggis na Suiça

Samstag, Juni 03, 2006

Seleçao verlässt Weggis - Parreira bedankt sich bei Fans


Seleção deixa Weggis sem participar do oba-oba
Técnico Parreira diz que trabalho foi proveitoso e agradece aos torcedores locais

A seleção brasileira se despede neste sábado de Weggis. Foram 13 dias de preparação em campo e muito agito fora dele. Mas o oba-oba da pacata cidade suíça não contagiou os jogadores, que encontraram paz para trabalhar. Weggis, que tem apenas cerca de quatro mil habitantes, passou a ser o ponto mais visitado da Suíça.

Os organizadores que trouxeram a seleção brasileira calculam que a cidade recebeu cerca de 200 mil visitantes devido à presença do time de Parreira. Mas o clima de oba-oba ficou apenas nas ruas. No Park Hotel, os jogadores não tiveram contato com os torcedores durante o período de treinos.

Uma forte segurança evitava que barulho fosse feito perto do hotel. Além disso, os torcedores não podiam nem parar muito tempo para tirar foto da faixada da concentração. Apenas o frio atrapalhou a seleção brasileira.

- Foi tudo perfeito. O hotel, a cidade. Só o tempo nós não conseguimos controlar. Mas está assim em toda a Europa - diz Parreira, que elogiou o comportamento dos torcedores. - São carinhosos e isso massageia o ego do jogador. Eles aplaudem e não perturbam o ritmo de trabalho.

Os jogadores também gostaram do período de treinamento na cidade suíça.

- Todos os treinamentos, físicos e táticos, foram bastante proveitosos - disse Ronaldinho Gaúcho.

- Foram ótimos treinos, em todos os aspectos, físico, tático e técnico. Vão servir bastante para o futuro da seleção que, no caso, é a Copa do Mundo - completa Zé Roberto.

Para evitar o marasmo na concentração da seleção, a comissão técnica organizou momentos de lazer e diversão. Campeonatos de vídeo game e pingue-pongue, rodas de pagode...

- O convívio entre a gente é muito bom. Estamos sempre juntos nos momentos de lazer, nos divertindo, fazendo piadas, rindo e aproveitando.

Seleção já tem hino: Ô, Irene

Música do Fundo de Quintal é a mais cantada na concentração pelos jogadoresEm 2002, os jogadores elegeram a música "Deixa a vida me levar", de Zeca Pagodinho, o hino da seleção brasileira.
Em 2006, o aquecimento para a Copa da Alemanha está sendo com a música "Ô, Irene", gravada nos anos 80 pelo Grupo Fundo de Quintal.


No ritmo de Ronaldinho Gaúcho, a música é a mais cantada pelos jogadores na preparação da seleção brasileira, em Weggis, na Suíça.


- Fazemos um barulho aí para animar os jogadores - brinca o craque do Barcelona.


Como o caminho do hotel para o estádio em Weggis é curto, no ônibus o pagode deu lugar à tecnologica. Os jogadores preferem escutar músicas em Ipods. Mas na concentração o repertório é comandado por Ronaldinho Gaúcho e Robinho. Os jogadores levaram vários instrumentos para o período de treinos.


- Cada um tem o seu gosto. Fazemos a nossa cantoria. Às vezes é coisa de momento. Cantamos uma que todo mundo gosta, mas quando começar a Copa do Mundo é que vamos saber qual vai ser a que vai pegar mesmo - diz Juan.


Além de músicas do Grupo Fundo de Quintal, os jogadores também gostam de cantar Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo.


VEJA A LETRA


Ô, Irene
Fundo de Quintal


Ô Irene, Ô Irene
Ô Irene, Ô Irene
Vai buscar o querosene
Pra acender o fogareiro
Eu disse mel, alfavaca
Feitos do manjericão
Arruda e pimenta
Pra dispersar o mau olhado
Meu pai minha mãe mandou
Meu pai minha mãe mandou
Meu pai minha mãe mandou você
Tomar um banho de alecrim cheiroso
De alecrim cheiroso, de alecrim cheiroso